Por Dyogenes Costa
Foto Site ibahia.com
Salvador, 18/06/2009 - O programa dominical Rede Bahia Revista já se tornou um elemento do nosso cotidiano. São mais de dez anos de audiência, sempre com o objetivo de entreter e gerar a prestação de serviço a nossa comunidade.
Várias apostas foram feitas durante esta década. Algumas acertadas e outras ajustadas, mas sempre com o intuito de levar aos baianos um telejornalismo de variedade e conteúdo diverso.
É fato que as tentativas perderam-se em seu discurso, comprometendo o programa inúmeras vezes, porém sempre pensando em fazer uma extensão do Fantástico. Ou será do Globo Repórter? Seja qual for o objetivo, percebe-se que há boa vontade de toda a equipe, que sempre propõe algo que dinamize o programa a cada domingo.
O formato plano aberto, que mostra os apresentadores de corpo inteiro, é um risco que a emissora corre desde a morte de Maurício Nonato, que cuidava do figurino.
Os especialistas de moda acreditam que os programas da Rede Bahia perderam luz com a substituição de Nonato, mas vale ressaltar que o plano aberto não ajuda muito e requer do figurinista certa exigência, ficando mais propício aos erros. Isso sem levar em consideração que a TV Digital contribui bastante para denunciar os desacertos, pois mostra com mais detalhe as imagens.
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O destaque dos últimos programas exibidos vai para Wanda Chase. Ela vem apresentando um trabalho bastante rico e que tem a cara da Bahia. Chase mostra a realidade do povo das favelas e dos bairros periféricos da nossa capital. Esta sugestão foi feita pelo Oxente Salvador na última postagem sobre o programa.
Com um novo enquadramento, La’Chase propõe uma outra narrativa, diferentemente das cansativas e bajuladas entrevistas do mundo do axé music. Ainda assim, a repórter precisa ter sempre um cuidado especial e abusar de pesquisas mais aprofundadas.
Vale uma dica: mais cautela nos termos empregados no discurso. A sugestão vale tanto para a repórter como para toda a produção e redação dos programas da Rede Bahia.
É preciso, também, que a equipe de produção tenha um pouco de cuidado ao efetuar as mudanças dos apresentadores. A substituição de Anna Valéria foi necessária para renovação da cara do programa. Mas modificar o programa e trocar de apresentadores o tempo todo pode caracterizar falta de compromisso com o telespectador que, de certa forma, cria um laço afetivo com quem apresenta os programas na TV.
Dentre alguns pequenos detalhes, vale ressaltar, por fim, que o Rede Bahia Revista precisa ter um acabamento melhor, tanto nas suas matérias, quanto no programa em si. Uma sugestão seria a clipagem dos momentos que marcaram a semana em nosso estado. Além de refrescar a memória do telespectador, este recurso pode despertar o desejo de continuar na TV Bahia no dia seguinte.
O cenário, a vinheta e a abertura precisam sofrer alterações urgentemente. Mesmo sendo referência identitária do programa, é sugestivo fazer uma troca em sua composição que se tornou démodé.
Mesmo com as ressalvas, o Rede Bahia Revista ainda é uma das poucas opções da televisão baiana no final do domingo.
* Dyogenes Costa é Especialista em Televisão, Cinema e Vídeo e Critíca Teatral, ambas pela Universidade Federal da Bahia. Editor Chefe e Colunista Oxente Salvador.