Salvador, 01/02/10 - Bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou "valentão") ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.
O bullying não é um fenômeno recente, porém, no nosso país e mais concretamente na nossa escola só nos últimos anos é que começou a ter alguma visibilidade, sobretudo graças à publicação de vários estudos sobre a matéria, que foram sensibilizando os responsáveis para a emergência de tais fenômenos.
Abaixo seguem alguns tipos de bullying:
• Insultar a vítima; acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada.
• Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os.
• Espalhar rumores negativos sobre a vítima.
• Depreciar a vítima sem qualquer motivo.
• Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência.
• Expressões ameaçadoras.
• Grafitagem depreciativa.
Como percebemos pela maioria dos exemplos citados acima, eles se encaixam perfeitamente no perfil dos gays, masculinos e femininos, que são vitimas no cenário escolar e em seu convívio social, por essas pessoas que se divertem depreciando o próximo, por não aceitar que o diferente existe e por não serem estimulado no âmbito familiar e escolar a reconhecer que tal fato é algo natural, pois o grande problema está no despreparo dos educadores para lidar com tal situação.
A sociedade cheia de preceitos e preconceitos, advinda de uma base paternalista, traz essa herança e a arrasta ao longo dos tempos, determinando estereótipos do certo e errado, ou seja, tudo que é contrário ao que foi determinado pela sociedade, como é o caso da condição de homem e mulher, deve ser rejeitado e julgado como impróprio.
Qual o gay que nunca foi vitíma do bullying durante sua adolescência?
É preciso criarmos consciência e provocarmos uma revolução social, principalmente nos ambientes educacionais, para evitarmos que mais e mais pessoas sofram as conseqüências do bullying, pois elas podem ser tão graves que acabam desenvolvendo problemas psíquicos muitas vezes irreversíveis, que podem até levar a atitudes extremas como o suicídio.
Acho que os educadores (inclusive a direção da escola) deveriam estar preparados para lidarem com a violência. Muitas vezes, são eles que incentivem, seja pela omissão ou por comentários infelizes, a discriminação e o ódio.
Rafael ZveiterEu acho que o maior problema no ambiente escolar vem com os próprios professores. São as figuras de autoridade na escola e têm o poder de propagar um cultura sem preconceitos, mas muitos fazem justamente o contrário. É uma pena.
Emilia Sandrinelli