Salvador, 01/02/2010 – Nine, musical renomado da Broadway, guiou-se para outras platéias com a estréia da sua adaptação para as telas do cinema. Com a influência da grandeza dos musicais em Hollywood, ele se destacou como uma das produções com possível indicação ao Oscar de melhor filme.
A história de Nine começa com o famoso diretor de filmes Guido Contini, (Daniel Day-Lewis) buscando inspiração para terminar a sua mais recente produção. Com uma pitada de charme italiano, o cineasta tenta conciliar a sua crise de criatividade com as várias mulheres de sua vida, incluindo sua esposa (Marion Cotillard), sua amante (Penélope Cruz), sua fã (Kate Hudson) e sua musa (Nicole Kidman).
A partir dos conflitos de Guido, surge a figura materna de Mamma, interpretada por Sophia Loren, responsável por tentar encaminhar o seu filho a um caminho de sucessos na área pessoal. Ela conecta Guido a sua consciência e faz com que perceba os erros dos seus atos.
O musical Nine consegue transparecer a angústia de um homem que vive uma crise interna com a maestria peculiar dos filmes de Hollywood. No entanto, a grandeza do filme acaba por transformá-lo em uma apresentação de efeitos especiais que carece de receptividade emotiva da audiência.
Mesmo possuindo grandes nomes do cinema mundial como Marion Cotillard e Nicole Kidman, e uma coreografia impecável, o musical perde a sua essência que o tornou uma jóia da Broadway. Nine consegue carregar uma magnitude de flashes e beleza, mas acaba esquecendo que o sentimento das personagens é mais importante se comparado às danças dos seguimentos onde elas se encaixam.