Aconteceu. Pensando Nisso

A Lei da proibição do fumo ainda é pauta de muita gente que frequenta as baladas

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Por Vanessa Muller
Gema Carioca Consultoria
Foto Ilustração

Salvador, 03/07/2009 - Há quem diga que seja uma lei para banir diretamente à ação de marginais. Empresários e outras Instituições definem como Responsabilidade Social e, finalmente, o alívio de fumantes passivos com a proibição do fumo em ambientes fechados.

O fato é: a lei está aí, com o objetivo de diminuir radicalmente o uso do cigarro e, consequentemente prevenir possíveis doenças causadas pelo mesmo. E por conta de uma situação tão polêmica como esta, me peguei pensando, será que todos os fumantes deixarão de freqüentar os lugares fechados (boates, baladas e afins) por causa desta novidade? O que pensam aqueles “fumantes fiéis” e a galera que apenas fuma na balada porque acha bonitinho e estiloso?

No dia em que fui à uma certa boate, pude ter a breve reposta para todas estas perguntas. A casa já aderiu à nova lei, reestruturou o atendimento aos seus clientes fumantes, dando-lhes uma área vip, pulseiras que permitem o livre acesso à parte externa (local próprio para o uso do cigarro) e no entanto, além de ver o rosto indignado de poucos, falta de paciência, é notório que alguns fumantes ainda não admitem e nem querem aderir ao novo hábito. Mas não vi só caras feias não. Tinha bastante gente aliviada, levantando as mãos para o céu e agradecendo pela ausência do perfume dos mais variados cheiros em suas roupas. As mulheres, assim como eu, agradecendo horrores por não ter mais os cabelos impregnados de cigarro pela semana inteira.

Temos aí os dois lados da moeda, então, “Dar a César o que é de César”. Tenho certeza que a lei conseguiu agradar a muitos, não agradando à todos, claro! Porém, preciso afirmar e reconhecer que é uma atitude responsável, de todas as empresas e instituições que tiveram tal iniciativa. Valorizo tais atitudes.

Dizer que uma lei como esta foi desenvolvida pra coibir ação de marginais, nada mais é do que muito exagero e mediocridade aos olhos de quem pensa assim. O único problema existente nesta situação, é que vivemos o tempo todo em um país que permitia o livre arbítrio ao uso de drogas lícitas (que davam direito a excessos em sua maioria) e que agora resolveu adotar de hora pra outra uma política extremamente determinista com a imposição de multas e outras penalidades de forma tão radical.

E aos NÃO fumantes, acho digno, acho justo, estava mais do que na hora de se criar algo que não só beneficiasse um dos lados, mas buscar a harmonia em um ambiente, visando o bem estar de todos, bem como a satisfação de seus clientes em um determinado local. Mesmo que tal proibição venha a desmerecer, talvez, uma grande maioria: os fumantes.

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