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Ela sonhava em ser bailarina mas o chamado da música foi mais forte!

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Por Jefferson Cruz
Foto Victor Scarlato

Salvador, 02/12/2009 - Cantar não era o projeto de vida de Belpa, mas estar no palco sempre foi sua realização como artista. Belpa é uma mulata soteropolitana que carrega a baianidade em todas as suas expressões. Desde cedo sua intimidade com o palco já revelava uma natureza vilmente artística, o que a levou a desabrochar como atriz e bailarina no Teatro Castro Alves. Foi em São Paulo e Brasília que Belpa desenvolveu o talento de representar e dançar e não imaginava que estas seriam características do seu diferencial como cantora.

Belpa sentia uma saudade imensa da Bahia, e principalmente havia um desejo de mudança e de experimentação, voltou a Salvador em 1978 neste intuito. “Não demorou muito para a Bahia me atrair ao palco desta vez eu como cantora. Foi realmente uma descoberta inusitada e respectivamente o inicio de grandes mudanças”, conta Belpa. 

Belpa subiu aos palcos pela primeira vez como Back Vocal em 1992, e desde então foi convidada por várias bandas e numa dessas apresentações, ela conheceu Luiz Caldas, que a convidou para ser vocalista na banda de axé Havena. Em 1995 foi umas das classificadas do concurso de carnaval licitado pela prefeitura, como vocalista grupo Impressão Digital. Em 2003 montou a banda de forró tradicional Cebola Roxa, onde cantou por dois anos.

“Sempre busquei no público o retorno para meu desenvolvimento como cantora”, relata a cantora lembrando de quando foi selecionada pelo diretor musical cubano Hemério para compor a orquestra do Hotel Iberostar em 2006. Foram dois anos e meio de trabalho e cada apresentação era um processo de centralização da dança, teatro e música, e um processo de lapidação através do aprendizado de técnicas vocais ministrada pelo professor de canto Neto Costa. “Foi uma escola, onde vivi um processo de autoconhecimento, pois era necessário eu me afirmar como cantora, mas eu precisava ouvir isso do público”, diz Belpa.
Logo em seguida, Belpa iniciava carreira solo, desta vez firmada como uma cantora amadurecida, e debruçando-se ao MPB sob influencias das combinações contemporâneas do bolero, da chula e das variadas vertentes do samba. A cantora apresentou-se no Armazém 25, Beco do Rosário, Casa da Mãe, Bar Novo México, entre outros.  

Recentemente lançou um álbum autoral, onde canta tudo o que a emociona. No repertório, somente canções assinadas pelo compositor Marcio Valverde, e no arranjo, os convidados Kiko Souza, Duarte Veloso, Luciano Bahia, Jelber Oliveira, André Luba e Junior Figueredo.  “A Música regional, como forró e samba, e demais variações nordestinas, estão realmente enraizadas nas minhas expressões e por isso sempre tento legitimar essa identidade”, ressalta Belpa.

A cantora e interprete Belpa apresenta-se todas as sextas-feiras no Beco de Rosália (R. Gen. Labatut, 137, no Shopping Colonial, Barris) e todos os sábados no bar e restaurante Casarrara (Rua Castro Neves, 199, Galés, Brotas), sempre às 20h. Belpa também faz show de abertura da no réveillon do Gran Hotel Stella Maris.

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